Conheço um cara que morre de medo de morrer. Assim mesmo. Morre todo dia... só de pensar em morrer. É um sujeito do bem, bom caráter, profissional dedicado, bom pai. Mas medroso. Tá sempre reclamando da vida e, ao mesmo tempo, se apegando demais a ela. Uma manhã ele chegou ao trabalho tenso porque ficou parado vários minutos dentro do metrô.
"Mas qual o problema, amigo? Tá preocupado com o atraso?"
"Que se dane o atraso, cara! Meu medo é aquela obra lá em cima. Se aquilo tudo despenca sobre o trem, eu morro antes de chegar à próxima estação!"
"Tá. E daí?"
Daí discutimos um tempão e, honestamente, ele não me convenceu de que morrer seria mesmo um problema.
Me impressiona o apego que as pessoas têm à própria vida. A maioria nem vive direito, passa pelo mundo capenga, triste, rastejando. Apanhando mais do que batendo. Sobrevivendo mais do que existindo. E, ainda assim, tem medo de acabar tudo e ficar sem nada. Como se tivesse muita coisa pra perder. Viver é bom se for de verdade, com saúde, com pique, com motivo pra acordar quase todo dia e pensar "Caralho, mais um! Venha o que vier, vou aproveitar essa porra toda antes que acabe!" Claro que vez ou outra os problemas vão ser maiores do que a alegria. Mas os momentos ruins servem também pra valorizar os dias bons.
Diferente é o que se sente em relação à vida alheia. A dos outros sim eu tenho medo de perder. Pra mim esse é um apego justificável, embora talvez seja mais egoísmo do que solidariedade. A gente não quer perder quem ama, mesmo que essa pessoa não se ame tanto assim. Minha vida eu daria facilmente pra que algumas pessoas especiais ficassem por aqui. Ainda que eu não estivesse mais na área pra aproveitá-las. Mas, de novo, o nome disso não é solidariedade. E nem deve ser amor. Acho que é mais parte de um desapego do mundo que tem crescido em mim. Tenho medo de sofrer, de ficar doente, de perder pessoas queridas... tenho medo até da forma de morrer. Mas da morte em si... dessa, já faz um tempo, não tenho medo nenhum.
Lembro que há algumas semanas um colega cinegrafista foi baleado numa invasão policial a uma favela no Rio e morreu. Era domingo, o sujeito estava trabalhando e não voltou pra casa nunca mais. Muitos dos meus amigos jornalistas e radialistas ficaram revoltados justamente com o detalhe que, na minha opinião, era o único amenizador da tragédia: o fato de o homem morrer durante o trabalho. É claro que a gente fica triste com a perda, mas o cara morreu fazendo o que gostava. Já que tudo tem que acabar mesmo algum dia, essa não é uma forma justa de ir embora? Ruim é morrer doente, na cama do hospital, esquecido, fraco, abandonado. Já pensou se nosso magnífico Ayrton Senna tivesse sobrevivido pra morrer de câncer? Quão mais triste seria ver o herói derrotado por um tumor enquanto envelhecia do que parado por um muro enquanto corria? Igual ao atleta que para no auge da carreira, deve ser bom parar no auge da vida. Que ela dure muito enquanto for boa, claro, mas que acabe quando der o tempo e pronto. Sempre vai dar vontade de fazer mais uma festa, mais uma viagem, dar mais um abraço, realizar mais alguma coisa. Mas, em algum momento, já não vai dar pra fazer mais nada além de querer.
De certa forma eu invejo o cinegrafista que morreu filmando o tiroteio na favela, porque ele foi embora enquanto tentava contar uma boa história. Sem fatalismo nem frescura, se um dia eu não voltar aqui pra contar histórias porque morri enquanto tentava descobrir uma boa, fiquem felizes por mim. Eu terei partido fazendo o que gostava. E daí não precisa ninguém aparecer pra interpretar nem perguntar pra pai de santo nem porra nenhuma. Eu tô em paz hoje, fui feliz sempre que consegui e quero ir embora assim, sorrindo. Quero mais é que pensem no quanto de coisa boa eu ainda poderia render, que eu ainda tinha tanto pela frente e imaginem que eu faria coisas legais em algum ponto da vida. Não quero ir e deixar alguém imaginando quantas noites eu ainda cagaria nas calças e quanto faltaria até eu perder toda a capacidade mental a ponto de não reconhecer mais ninguém.
E, como não acredito no que me falam sobre o possível outro lado da vida, tento ser bom com as pessoas pra que elas se lembrem de mim com carinho, e não porque eu espere alguma recompensa no futuro. Fazer coisas boas traz benefício no momento da ação - como aquela sensação inexplicavelmente agradável de tornar a vida de alguém melhor. Isso, pra mim, já basta. O resto é bobagem. Emprego dos sonhos, riqueza, poder, fama... Bulshit! A gente não precisa viver pra ter uma casa enorme e todas as paredes preenchidas com muitas obras de arte. Tanta gente não tem quadros e outras muitas nem parede têm. E, assim mesmo, acham motivos simples pra gostar da vida. No fim, seja pra onde for, ninguém vai levar obra nenhuma, nem o móvel nem o imovel. Um pouco de conforto é bom, evidentemente. O excesso, disso e de tudo o mais, é ruim. Apego demais, até à vida, não é saudável. A gente acaba nao vivendo. A vida é como aquela roupa nova e bonita que a maioria das pessoas mantém limpa e bem passada dentro do armário, mas nunca usa. Fica esperando aparecer a ocasião especial e, antes que ela chegue, o corpo engordou demais pra caber. A melhor roupa é pra usar hoje mesmo. Se amanhã ela ficar velha, pelo menos ganhou em experiência e não se perdeu sem uso.
De todas as formas de desperdício que já vi, nenhuma é tão cruel quanto o desperdicio da vida. Guardar não serve pra nada. E, quando começa a usar, a gente se desapega porque entende que ela é boa, mas não é nossa. É só um empréstimo que dura pouco. Acho que existem muitos motivos pra ficar feliz e triste - e todo o resto é apenas o caminho ou a consequência de um ou de outro. Mas, se for pra viver todo dia como uma obrigação, é melhor não se preocupar mais e deixar logo o trem ser esmagado. Ou a gente deixa de fazer tudo igual e sofrido ou não tem sentido descer vivo na próxima estação...
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Marcadores: Desapego, Londres, Metrô, morte | author: Mr. LemosPosts Relacionados:
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37 comentários:
Uma parte do texto foi p/ mim...hahaha
Em 2 anos aprendi a desapegar de muitas coisas, principalmente materiais, e nessas mudancas a gente acaba percebendo que nao importanta a quantidade e sim qualidade(cliche, mas e a pura verdade)
Nem sempre e facil, mas e bem melhor do que deixar a vida passar e disperdicar oportunidades!!! =)
Bjkas
Hahaha! Se vc diz, então foi!
Com tantas mudanças, imagino que sua vida inteira seja um desapego no momento, né vizinha? Espero que dê tudo certo nos próximos passos...
bjos
Eu nao quero morrer. Nao to preparada! Nao visitei a Turquia, nao fui a China e nao conheco a Russia. E o japao e imprescindivel na minha lista de visitas antes de chutar o balde...
Eu tb não quero!! É que tb não me importo... hehe. Mas no seu caso, realmente vale a pena esperar. Viajar é sempre um ótimo motivo pra viver mais um tanto. Cuida da saúde aí e já começa e ver os bookings... ;)
bjo
Oi Ernani!
Já escrevi um post sobre meu atual medo da morte, de chegar o dia em que não mais estarei aqui. Ai meu Deus! Seu texto foi uma reflexão excelente, concordo com 95% dele.rsss Que medo!rsss
Abração!
Li cada palavra que escreveu e faz tanto sentido pra mim...só sei de uma coisa, não quero me perder sem uso, valeu mesmo. Bjuuss
Gênio.
Eu não passo por aqui quando quero simplesmente ler o que você escreveu, irmão, e comentar algo que reitere minha admiração por qualquer coisa que vc faz. Eu passo por aqui quando me vejo refletindo sobre a vida e sobre a importância da alegria - aquela na qual vc é doutor.
Valeu demais, vc me faz viver muito melhor. Ou pelo menos lutar pra isso.
Você sabe que eu penso assim também... e vivo repetindo pra Marido que vou morrer antes dele, e ele responde: "Não se preocupe. Na sua cova eu mijo!"
Sacou o tanto de preocupação com morte aqui em casa???? heheheh
Outra coisa que me tocou foi quando você falou de Senna morrer de câncer. Aí doeeeeu só de imaginar. É isso, quero morrer fazendo o que gosto, mesmo que seja caindo do morro do Pai Inácio, porque quis fazer "A" foto!!!
Bjo, bom domingo procê!
(Viu que eu já melhorei?)
PS- Eu vivo dizendo que vou morrer antes porque não quero sofrer com a morte de quem eu amo, não é que eu QUEIRA morrer, óbvio! Mas já que TENHO... que seja sem sofrer a morte dos meus!
Haha! Valéria, 95% é bom, mas o que me interessa saber é exatamente sobre os outros 5%. O assunto dá uma discussão boa, né? Tomara que vc perca o medo... e viva bastante! ;)
Verinha, com certeza vc não vai se perder assim. Em breve vc vai se usar - e muito - na nossa ilha mágica!! Hehe.
Bel, minha baiana querida! Tomou uma aguinha de coco mágica e melhorou, foi? Hehehe. Tb sou egoísta como vc - quero ir antes. E que seja fazendo algo legal, no morro do Pai Inácio ou em qualquer outro. ;)
Bom domingo pra gente! Bjocas
Malandro, malandro... vc passa por aqui é pra me deixar sem jeito. Seu canalha!!!
Irmão, nessa arte da alegria vc e eu frequentamos as mesmas classes. E porque vez ou outra um de nós esquece as lições é que precisamos sempre do outro por perto.
Que vc viva muito melhor sempre, parceiro!!
Saudade, safado!!
Ernani, o pior é q conheço gente assim, só consigo sentir pena, pq se a pessoa ñ quiser mudar, o q adiantaria eu falar, tentar mostrar o outro lado, só ia passar raiva e cansar as cordas vocais, então deixa pra lá, ainda bem q eu me encaixo em 99,8% do q vc falou, minha esposa até comentou comigo depois de ler seu texto, tenho muito a melhorar ainda, me desapegar mais, ñ dos bens materiais pq olha ñ tenho nada novo guardado, uso tudo se quebrou paciência ao menos esse bem cumpriu sua função, e medo de morrer ñ tenho nenhum, as vezes o q me deixa assustado é se os q ficam estariam bem amparados, como se virariam sozinhos, pq da morte ninguem escapa, uns cedo outros nem tanto, e uma coisa q vc ñ falou, já q tocou no assunto morte, odeio homenagens póstumas, ñ tem coisa q me tira mais do serio, fico possesso de raiva , pqp se a pessoa era especial, fez um monte de coisa, merecia homenagem em vida, se tem q por nome em rua, estádio ou o q for, depois q morre ela ñ vê mais vai adiantar de que? Tirar algum peso da consciência, só pode pq outra explicação ñ consigo ver, vc falou de uma coisa acabei falando de outra, cabeça de doidinho é assim mesmo, e pro fim só q mais importante, vc anda trabalhando bastante, domingo passado vi outra produção sua, na reportagem do Losekann na África dos elefantinos órfãos, forte abraço.
Fala, meu amigo!! Misturar os assuntos assim é que é bom! Muito boa sua lembrança das homenagens! Concordo contigo! Tem que mostrar o reconhecimento em vida, pra pessoa se emocionar e saber que fez algo de bom. Anyway, tenho certeza que todos temos muito a melhorar, mas vc já é uma pessoa bem esclarecida, à frente da maioria. Valeu pela força e pela audiência nos elefantinhos... hehehe. Abração. Bora comemorar o título mais tarde!!
Poxa, que texto legal!
Penso muito nisso sempre, e viajar foi o que foi me deixando cada vez mais desapegada. Quando saimos da zona de conforto percebemos que não precisamos de quase nada, até a dor da perda vai se tornando menor, porque vamos percebendo que na vida nada é imóvel, estático, tudo está em constante mudança, e pessoas irão e virão, nem sempre as teremos do nosso lado. Os seres humanos são acumuladores, tudo levado pelo medo. Eu também não tenho mais medo. Medo de que? Tenho medo de uma morte violenta, mas até aí, essa também vai se cessar. Medo leva a apego que leva a imobilidade. Acho que o que eu tenho é medo de voltar a ter medo! Que bom que temos a capacidade de ver isso antes do fim da linha! E continuamos a passear por aí, mais leves!
Bela observação! Ter a capacidade de ver isso ainda em tempo de se aproveitar mais leve é um presente. Acho que sair da zona de conforto mostra o quanto somos pequenos e o quanto é inútil achar que o acúmulo e o apego vão nos tornar grandes. Sigamos desapegados e bem! Bjs
Isso foi um tapaaaa rsrs... eu MORRIA de medo soh de pensar em morrer.. há uns anos atrás eu até chorava soh de pensar nisso.. hj em dia estou mais "acostumada" com a ideia, pq qndo eu penso em perder alguém que amo, aii o medo veeem beeem mais forte..
PS Qndo vc se for, vou tomar uma por vc !! E se, eu for primeiro, por favor hein, faça essa gentileza.. rsrs
Beijos
Oi Ernani!
Os 5% é o meu medo, que vai de encontro com sua maneira de pensar.rsss Houve um tempo que eu era tão tranquila, acho que é a contagem regressiva.rsss Sim, mas voltei pq tirei esta frase que adorei "De todas as formas de desperdício que já vi, nenhuma é tão cruel quanto o desperdicio da vida. Guardar não serve pra nada. E, quando começa a usar, a gente se desapega porque entende que ela é boa, mas não é nossa. É só um empréstimo que dura pouco", e vou colocar no meu facebook depois, mas claro com o devido crédito.rsss Tá bom? Posso?
Abração!
Hahaha! Camis, juro que tomaria pelo menos meia dúzia em seu nome! E não espero nada menos do que isso em retribuição! E, por favor, não tome cerveja ruim na minha morte!!! Humpf!! ;)
Valéria, que bom que voltou! Eu ia ficar curioso o resto do dia... hehe! Sobre a frase, pra mim é uma honra ser citado. Thanks pela gentileza de perguntar. E tb pode me adicionar no fb, se quiser... rsrs
bjos
Tudo o que vc disse é verdade. O texto tá ótimo! :)
Bom saber que tem tanta gente boa por ai pensando parecido... ;) Thanks! Bjo
ARGH!! P*&¨K@#*&%**¨%*@"#$%
não sei o que escrever.
vou começar um dia diferente amanhã.
mas ainda assim quero chegar viva na proxima estação, pq morro de medo de morrer...haha
Oi Ernani!
Vou postar então. Obrigada!
Não consegui te achar no facebook.
Abraço!
Sou a pessoa que guarda a roupa nova e engorda... Você sempre me fazendo pensar!
Beijoca
Vanessa, sua boca suja... se começar um dia diferente, já vai valer a pena cehgar lá!! ;)
Valéria: Ernani Lemos. Não deve ter muitos por aí... hehe
Mari, picareta! Bora usar essa roupa logo!!!
bjos
Além de usar a roupa vou começar a pensar que ela num vai caber mais porque eu emagreci! hahaha
Oi. Mas uma vez reli o que escreveu e é tao verdadeiro, tão bom de se ler, que deveria está estampado, colado, divulgado em outras linguas.... tenho certeza que ajudaria e faria muita gente repensar a forma como vem encarando a vida. Bj
Hahuahuahuhaua. Ótima, Mari. Que seja isso, então. Só não pode emagrecer demais!!
Verinha, bom demais que vc tenha gostado tanto. Thanks! Fico feliz, querida!
bjos
Já te elogiei pela forma de escrita, mas este texto, pessoalmente me foi escrito! Não tenho apego a vida, mas não a estou vivendo da melhor forma. Valeu!!! Abraço Jamile
Lemos,
Durante o tempo que passei por um estágio elevado de depressão, viver pra mim era sacrifício.
Hoje, recupero meu tempo mal vivido a cada instante. Quero intensidade! Dificuldades sempre existirão na vida, e nunca mais quero encontrar dificuldades para viver.
Texto perfeito, já recomendei pra uma galera!
Sucesso, saúde e muita vida pra você!!!
Besos,
TL.
P.S.: Texto escrito no dia do meu aniversário. Um dia muito especial que me sinto importanete, vivo cada milésimo de segundo, não descanso porque nao caso de ser ainda mais feliz em meu dia!!! ^^
Filho, jamais gostaria de ter lido essas palavras vindas de vc, mesmo q elas façam parte de minha existencia. Endosso tds, inclusive o quesito "morrer antes das pessoas q amo morrerem".
Ñ vou me aprofundar, ñ dá para comentar, só vou dizer uma coisinha: meu unico medo de morrer é o q virá para meu caixão(aquela "coisa"). Ñ diga nunca a ninguém o que tá?
Mas acho q já achei solução para esse problema q tto me angustia: se ñ for cremada, quero doar meu corpo para uma faculdade medicina!!!!!!!!!!!!!!
Cara, vc ainda tem mto chão para correr.
Te amo, e vamos mudar de assunto tá?
bjs
Grande Jamile! Salve salve!! Valeu pela gentileza de sempre! Espero - de coração - que vc passe a viver plenamente!! Volte sempre!!
Tha, minha querida! Confesso que lembrei do seu niver antes de publicar o post e pensei em dedicá-lo a vc, como uma celebração da vida. Mas deixei passar a oportunidade... nem sei pq. Anyway, é bom te ter como exemplo de alguém que superou os problemas e aprendeu a viver! TUdo de bom pra nós!!
Velhota, eu bem sabia que vc se apegaria a esse detalhe. O importante aqui é a filosofia e a discussão. Fica tranquila que eu ainda devo durar mais algumas semanas... hehehehehhehe
bjos
Grande Véio Zuza ...
Realmente essa é minha filosofia de vida ... Há tempos tenho vivido os dias como se fosse os últimos... Alias, tem pessoas que dizem me invejar por esse pensamento!!! Adoro aquela frase : Não devemos temer a morte e sim, uma vida mal vivida ...
Exatamente isso, Zuza! Temos que viver, nem que seja contando piada pra veio em porta de bar... hehehe. Bjunda
Meu bemmmmmmm
Amo vc, amo seus textos e amo a vida pq vc tb tá nela, então se vc não tem medo de ir, eu tenho medo que vc vá, por isso fica pra sempre e pronto.
Faz tempo que não passo por aqui. E hoje quando abri o blog e li esse texto pensei:"É pra mim!"
Não me acho uma pessoa apegada aos bens materiais, mas em decorrência dos últimos acontecimentos confesso que perdi o gosto pela a vida. Perdi o brilho no olhar. Fiquei descrente.
O que é um pecado, já que só o fato de estar viva e com saúde, é o que importa.
É uma fase, que aos poucos vai embora. Parece que faz parte da vida passart por esses turbilhões.
E vamos que vamos!
Adorei o texto! Como sempre!
Beijos
Meeeeu beeeeeem!!! Saudade de vc!! Pode ficar tranquila que se eu morrer, volto pra puxar seu pé!!!! Hehehe! Amo, amo!
Ka, querida!! Seus olhos podem até ter ficado temporariamente foscos, mas o brilho nunca apaga por completo. Vc já passou por momentos piores. Certeza que esse vai ser só mais um capítulo na sua história de superações. Precisar, tô aqui.
Bjão pras duas
Entendi bem a filosofia de td, inclusive concordo mto com o Fernando dizendo sobre homenagens postumas. Quem ñ me ama em vida, ñ tem odireito nem de derramar uma lagrima qdo eu morrer.
Eu disse q endosso suas palavras totalmente, mas coração de mãe nessas hs fica tremendamente acelerado, tentando se desgastar o maximo para poder parar de vez.
Mas sei q viver, principalmente se for lutando para dar algo de si a si mesma e a tds q nos rodeiam, aproveitando cada detalhe da vida, descartando ascoisas ruins e aproveitando as boas, essa é a verdadeira forma de estarmos vivos.
Te amo
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